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Iniciou também no CMGC a carreira de treinador, com o mini volei, treinando também equipas de iniciados e juvenis masculinos, durante cinco anos, conquistando na época 91/92 o Campeonato Nacional de Iniciados. Foi adjunto do Castelo durante três temporada e assume agora o papel de líder do plantel maiato para a próxima época.
Em 2007 foi ainda convidado pela
Depois de 17 anos a liderar as equipas seniores feminina e masculina do clube,
Com o fim da equipa feminina sénior, entretanto recuperada,

Ed Bell é um homem velho. As rugas são as marcas do tempo que já viveu. É um xerife de outros tempos. Logo no início de “Este país não é para velhos” recorda, com nostalgia, outros xerifes, num tempo em que para serem autoridade nem precisavam de usar a arma.
Ed Bell, interpretado por Tommy Lee Jones, não quer usar a arma. Mesmo confrontado com mortes violentas no seu território. Ao longo de toda a história só por uma vez tira a pistola do coldre e nem sequer a aponta a alguém. Serve apenas de segurança, contra quem possa querer evitar que atinja a reforma.
Ed Bell deseja a reforma. Até que esse dia surja, e não está longe, não quer ser alvo de nenhum tiro. Prefere jogar pelo seguro. Entra nos locais sempre depois do adjunto e prefere montar o cavalo mais certinho. Os casos difíceis não são para ele. É um homem perdido nos dias de hoje. Surpreende-se com os novos crimes e as suas causas. Em definitivo, este país - aquele país -, não é para homens velhos. Como ele.
Ed Bell tem um azar. Llewelyn Moss (Josh Brolin), um conterrâneo, encontra uma pasta cheia de dinheiro num cenário de cadáveres. É dinheiro da droga que Moss não hesita em querer guardar. Moss também tem um azar. Anton Chigurh quer esse dinheiro. Chigurh, uma interpretação extraordinária de Javier Bardem, não hesita em matar para atingir os seus fins. Sem remorsos e sem moral. Ou apenas a fazer depender a sua execução da opção entre caras ou coroas numa moeda que se atirou ao ar. Ali, no virar da moeda, está a decisão da vida e da morte para alguém.
E aqui está uma marca dos filmes dos irmãos Coen, onde as circunstâncias comandam a vida das personagens. A tal questão de oportunidade, estar no momento e no local certo.
A cobiça, pelo dinheiro, é o que faz mover Moss, Chigurh e outras personagens que nos remetem para o Texas profundo, ainda a sentir dificuldades para chegar aos novos tempos. Esta é a América de Bush, ex-governador do Estado. Com muito pouca esperança mas onde o dinheiro é quem mais ordena.
E chegamos à cobiça, uma presença constante no cinema dos irmãos Coen. Desde o primeiro filme, “Sangue por sangue”, já lá 24 anos, que as obras mais significativas da dupla ficaram marcadas pelo desejo. Seja de poder, de dinheiro, de sucesso. Foi assim em “Uma história de gansters”, em “Barton Fink”, em “O grande Lebowski”, em “Irmão onde estás?” e, sobretudo, foi assim em “Fargo”. Em “Este país não é para velhos” deixamos o frio do Dakota do Norte para o calor do Texas, deixamos a simples mas empenhada mulher polícia para encontrarmos um desencantado xerife, que prefere não ser incomodado. Mas continuamos a ter tudo. Há história, contada a bom ritmo, e com laivos de humor no meio de tanto desespero. Há cenário, em grandes planos de desolação. Há personagens, construídas com um rigor tal que podemos traçar o seu perfil, quase apresenta-las uma a uma, mesmo que apenas as tenhamos conhecido por breves momentos e há muito pouco tempo atrás. Há cinema.
“Este país não é para velhos” foi adaptado, pelos próprios Coen, de um romance de Cormarc McCarthy, escrito em 2005. Não foi, mas podia ter sido escrito a ‘pedir’ uma adaptação ao cinema. Por Joel e Ethan Coen, claro. Ainda bem que eles se lembraram disso.

Melhor filme: "Este país não é para velhos"
Melhor realizador: Joel Coen e Ethan Coen ("Este país não é para velhos")
Melhor actor: Daniel Day-Lewis ("Haverá sangue").
Melhor actor secundário: Javier Bardem ("Este país não é para velhos").
Melhor actriz: Marion Cotillard ("La Vie en Rose").
Melhor actriz secundária: Tilda Swinton ("Michael Clayton - Uma questão de consciência").
Melhor argumento adaptado: Joel Coen e Ethan Coen ("Este país não é para velhos").
Melhor argumento original: Diablo Cody ("Juno").
Melhor filme de animação: "Ratatui" (Disney).
Melhor direcção artística: Dante Ferreti e Francesca Lo Schiavo ("Sweeney Todd: O terrível barbeiro de Fleet Street").
Melhor fotografia: Robert Elswit ("Haverá sangue").
Melhor guarda-roupa: Alexandra Byrne ("Elizabeth: A idade de ouro").
Melhor documentário: "Taxi to the Dark Side" - Alex Gibney e Eva Orner.
Melhor documentário em curta-metragem: "Freeheld".
Melhor montagem: Christopher Rouse ("The Bourne Ultimatum").
Melhor filme estrangeiro: "Os falsificadores" - Stefan Ruzowitzky (Áustria).
Melhor caracterização: Didier Lavergne e Jan Archibald ("La Vie en Rose").
Melhor banda sonora original: Dario Marianelli ("Expiação").
Melhor canção original: "Falling Slowly" ("Once").
Melhor curta-metragem de animação: "Peter & the Wolf".
Melhor curta-metragem: "Le Mozart des Pickpockets".
Melhor montagem de som: Karen Baker Landers e Per Hallberg ("The Bourne Ultimatum").
Melhor mistura de som: Scott Millan, David Parker e Kirk Francis ("The Bourne Ultimatum").
Melhores efeitos visuais: Michael Fink, Bill Westenhofer, Ben Morris e Trevor Wood ("The Golden Compass").

BEST MOTION PICTURE / DRAMA
· Atonement - winner
BEST MOTION PICTURE / MUSICAL OR COMEDY
· Juno
· Sweeney Todd - winner
BEST DIRECTOR
· Ethan and Joel Coen, No Country for Old Men
· Julian Schnabel, The Diving Bell and the Butterfly - winner
· Ridley Scott, American Gangster
BEST SCREENPLAY
· Atonement (Christopher Hampton)
· Charlie Wilson's War (Aaron Sorkin)
· The Diving Bell and the Butterfly (Ronald Harwood)
· Juno (Diablo Cody)
· No Country for Old Men (Joel and Ethan Coen) - winner
BEST FOREIGN-LANGUAGE FILM
· 4 Months, 3 Weeks and 2 Days
· The Diving Bell and the Butterfly - winner
BEST MOTION PICTURE / ANIMATED
· Ratatouille - winner
BEST ACTRESS IN A MOTION PICTURE / DRAMA
· Cate Blanchett, Elizabeth: The Golden Age
· Julie Christie, Away from Her - winner
· Angelina Jolie, A Mighty Heart
BEST ACTRESS IN A MOTION PICTURE / COMEDY OR MUSICAL
· Helena Bonham Carter, Sweeney Todd
· Marion Cotillard, La Vie en Rose - winner
· Ellen Page, Juno
BEST ACTOR IN A MOTION PICTURE / DRAMA
· George Clooney, Michael Clayton
· Daniel Day-Lewis, There Will Be Blood - winner
· Viggo Mortensen, Eastern Promises
· Denzel Washington, American Gangster
BEST ACTOR IN A MOTION PICTURE / COMEDY OR MUSICAL
· Johnny Depp, Sweeney Todd - winner
· Ryan Gosling, Lars and the Real Girl
· Tom Hanks, Charlie Wilson's War
· Philip Seymour Hoffman, The Savages
· John Reilly, Walk Hard: The Dewey Cox Story
BEST SUPPORTING ACTRESS IN A MOTION PICTURE
· Cate Blanchett, I'm Not There - winner
· Julia Roberts, Charlie Wilson's War
· Tilda Swinton, Michael Clayton
BEST SUPPORTING ACTOR IN A MOTION PICTURE
· Casey Affleck, The Assassination of Jesse James...
· Javier Bardem, No Country for Old Men - winner
· Philip Seymour Hoffman, Charlie Wilson's War
· Tom Wilkinson, Michael Clayton
BEST ORIGINAL SCORE
· Atonement (Dario Marianelli) - winner
· Eastern Promises (Howard Shore)
· Grace Is Gone (Clint Eastwood)
· Into the Wild (Michael Brook)
· The Kite Runner (Alberto Iglesias)
BEST ORIGINAL SONG
· "That's How You Know," Enchanted
· "Grace Is Gone," Grace Is Gone
· "Guaranteed," Into the Wild - winner
· "Despedida," Love in the Time of Cholera
· "Walk Hard," Walk Hard: The Dewey Cox Story

As melhores imagens de fotojornalismo do mundo, relativas a 2006, podem ser apreciadas até 6 de Dezembro no Fórum da Maia.
Esta é a sexta vez que a exposição da World Press Photo assenta arraiais na Maia. Por lá estão as melhores fotografias dos melhores repórteres fotográficos do mundo.
Em simultâneo está também patente a exposição do prémio de fotojornalismo da revista Visão.